11 de set de 2011

Chevrolet Cruze: bom a ponto de ser o "novo Corolla"?


Chevrolet Cruze: sedã médio importantíssimo para a Chevrolet, que procura resgatar seu prestígio no seguimento, que (ganhou e) perdeu com o Vectra. O Cruze é um sucesso em vários outros países, e como já está nas concessionárias, parece que pode repetir o sucesso por aqui, segundo os primeiros contatos com os brasileiros. Para se ter uma ideia, o americano é o carro de passeio que mais vende em sua terra natal, perdendo só para as famosas picapes.
A frente do Chevrolet é mais ousada e "invocada" do que outros ângulos.
A ideia para este post era fazer um "Comparativo de Primeiras Impressões", o que acabou não dando certo, já que a Hyundai atrasou a chegada do Elantra, o carro que seria comparado ao Cruze. Queria mostrar que o Cruze tem um caminho difícil, com concorrentes excelentes, e que o mais novo deles já era um baita perigo.


Eu começava dizendo que ambos tinham objetivos parecidos, mas eram bem diferentes, a começar pelo design: o Cruze é bonito, ponto. O Cruze é conservador, outro ponto. Será que dá pra ser os dois ao mesmo tempo? Alguns carros já provaram que não, mas esse sedã faz justamente ao contrário.
Cruze parece ser mais bonito ao vivo.
O Cruze é tipicamente americano, tendendo a agradar à maioria, mas como foi desenhado na Coreia do Sul (mesma terra do Elantra, aliás), ganhou um toque ali e outro aqui de ousadia, o resultado é muito bom. O sedã foi o responsável por estrear a "nova GM" tanto em questão de planos como de design. 


Ele foi o primeiro carro projetado para tirar a empresa "do buraco", com o objetivo de ser global (será produzido em oito países e vendido em mais de 70, dados enfatizados a exaustão pela marca, que quer transmitir atualidade); além disso, inaugurou a  nova identidade visual da Chevrolet, com a grade dividida e friso cromado no porta-malas.
As rodas são belas.
O grande problema (se ele tiver) do Cruze será o atual momento da Chevrolet, principalmente pelo seguimento, mas o sedã tem cacife para reverter essa situação sim. A marca, sabendo disso, deixou o modelo bem-servido de equipamentos. "O Cruze que está sendo fabricado no Brasil é um dos mais completos do mundo", diz Gustavo Colossi, diretor de marketing da GM do Brasil.


A tela não é sensível ao toque.
A versão LTZ (top, custa R$ 78.900) traz ar condicionado digital, direção assistida, trio elétrico, freios ABS com EBD, airbags (frontais, laterais e de cortina), controles de estabilidade e de tração, rodas aro 17, partida e abertura de portas sem chave, volantes com comando, piloto automático e uma central multimídia elogiada pela revista Quatro Rodas - com tela de LCD, mas não é touch screen, que permite gerenciar várias utilidades do carro.


A versão mais barata do sedã americano, a LT e que custa R$ 69.900, traz de série airbag duplo, freios ABS com EBD e controles de estabilidade e tração, entre outros. Couro só na versão automática (veja mais abaixo).


Apesar de levar certa vantagem, a (nova) concorrência do Cruze é tão completa quanto. Jetta e Elantra, e mais abaixo, Sentra, Cerato e Linea, reservam bons equipamentos e preços, respectivamente.




Quanto ao interior, até que é bem ousado. A GM surpreende com seu "duplo cockpit" (divisão do painel para motorista e passageiro) e as cores escolhidas. Os materiais escolhidos também são diferentes, até tecido no painel colocaram, dotando o carro de muito requinte. A iluminação, parte da nova identidade Chevrolet, é azul ("Ice Blue") com detalhes em vermelho, muito bonita. Quem diria, a Chevrolet dando lição em questão de interior. Se cuida, Civic!




O Cruze estreia no Brasil o motor 1.8 Ecotec 16V Flex, que rende 140 cv (e você já viu nos Tweets da Semana). Ele é derivado do Ecotec 2.4 que equipa o Malibu, portanto, é bem moderno, mas, segundo Quatro Rodas, parece herdar a fama de beberrão do antigo 1.8 Família da marca. As opções de câmbio são duas, ambas com seis marchas, uma manual e outra automática - essa, com opção de trocas sequenciais.




O novo motor leva o sedã de 0 a 100 km/h em 10,8 segundos e atinge a velocidade máxima de 204 km/h com etanol; com gasolina, vai de 0 a 100 em 11 segundos e chega aos 203 km/h, isso tudo no caso da versão manual. Com câmbio automático, leva 11,4 segundos e atinge 197 km/h com etanol; com gasolina os números, respectivamente, são: 11,7 segundos e 197 km/h.


Nas medidas, o Cruze tem 2,69 metros de entre-eixos, com 107 cm de espaço para pernas na dianteira e 90 cm na traseira. O porta-malas do Cruze também tem um bom tamanho, com 450 litros (contra 340 do Civic, 420 do Elantra, 470 do Corolla e 510 do Jetta).




Eu leio todo esse texto e cada vez mais, percebo: o Cruze tem tudo para ser o novo Corolla. Os japoneses podem ter excelente fama, mas tanto Honda quanto Toyota já anunciaram recalls gigantescos; ambos, pelo menos nosso mercado, já estão defasados; e cansam por quando mudarem, ser pouco demais, primeiro foi o Corolla, e agora, o Civic. Então, espero que os novos concorrentes mudem o jogo e voltem a transformá-los em competitivos de novo.


E além disso tudo, o Cruze é completo, tem bom preço, garantia de três anos sem limite de quilometragem (não é um JAC, mas...) e é muito mais bonito que o Corolla, que piorou depois do último facelift. Tá na hora de dar uma mudada no seguimento, e aposto no Cruze (junto com o Elantra) para fazer isso. Cruze e Elantra, com certeza, podem ser os novos Corolla e Civic da vez. Potencial eles têm, marcas também, preço igualmente. O que falta?




Chevrolet Cruze
*Acabei o texto do mesmo jeito que acabei o comparativo, e para quem gostaria de saber o resultado: o Cruze ganharia por décimos a mais, mas no fim, decidi dar um empate técnico, afinal, a escolha teria que ser pela identidade de cada marca e o design, mais conservador em um, esportivo no outro.

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Fontes: Revista Quatro Rodas     |     InterpressMotor     |     UOL Carros  

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