23 de mar de 2012

Siena ganha novo nome, muda completamente e está melhor do que nunca

Sofisticação, modernidade e esportividade: as bases do Novo Siena. (Fiat/Divulgação)
O que você sabia sobre o Fiat Siena? Pois é, pode esquecer tudo. A nova geração mudou tanto que até o nome foi trocado. Ele está maior (por isso Grand Siena), mais bonito, mais completo, menos "mole", com um porta-malas mais generoso e com um preço competitivo. Será que podemos dizer que tudo é mil maravilhas na nova geração?

A trajetória do Siena é de sucesso, sem dúvidas. Apesar de começar tímido, o carro conquistou o brasileiro que, sem uma alternativa da Volkswagen quando chegou, virou sucesso. A partir daí, o carro só teve evoluções (ao contrário do Palio), ganhando mais expressividade, tanto em design como em vendas. Ao apresentar a última geração do sedã, a surpresa foi a frente diferente da do Palio na época, mas a geração "Alfa Romeo" foi marcada por ser a mais atraente. Até agora.


A completa mudança que o Siena sofreu deu uma personalidade própria -- dessa vez definitiva -- ao "sedã do Palio" (título, aliás, que acaba de ficar no passado) que, desde o lançamento até 2011, vendeu 814 mil unidades, e que foi o oitavo carro mais vendido do país no ano que passou. O sedã é o segundo da categoria, atrás do Classic (se é que podemos contá-lo), mas na frente de seu arquirrival VW Voyage -- que voltou justamente por causa do sucesso do italiano.
O Siena não parece, mas tem um jeito de Linea. (Fiat/Divulgação)
Um meio termo entre a grandeza de Cobalt e Versa, os chamados "médios compactos", e sua antiga categoria, o Siena cresceu e se tornou 13,4 centímetros mais comprido, 6,1 mais largo, 5,3 mais alto e com entre-eixos 13,7 centímetros maior. As dimensões totais (em comparação com as do Cobalt e da antiga geração, respectivamente) são 4,29 centímetros de comprimento (o Cobalt tem 4,44 e a antiga geração 4,15), 1,70 de largura (contra 1,73 e 1,63) e 1,50 de altura (1,51 e 1,43). O porta-malas assume o segundo lugar no seguimento, com o ganho de 20 litros (totalizando 520 litros) e perde apenas para os 563l do Cobalt.
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A questão entre-eixos é digna de um bom debate: agora com aceitáveis 2,51 centímetros, o Siena passa o Voyage (2,46 cm) e a sua antiga geração (que tinha os poucos e inimagináveis, para um sedã, 2,37 cm), mas ainda não consegue ganhar de Cobalt e Logan (2,62 e 2,63 cm, respectivamente), os maiores da categoria. Por que isso é tão importante? O espaço interno, principalmente traseiro, recebeu uma enorme evolução e está na média de seu antigo seguimento. Se crescesse mais, esbarraria no Linea e, para a Fiat, chega de competição interna.
A Fiat não vai admitir, mas assim como no Palio, os vincos lembram o Voyage. Apenas a porta dianteira é a mesma do hatch. (Fiat/Divulgação).
A Fiat sempre tentou cativar pela emoção, pelo design, neste caso não é diferente. O Siena ficou mais bonito e moderno. Na dianteira, as linhas remetem a Idea e Bravo, com um pouco até do Dart (como o para-choque esportivo, com partes em preto brilhante, e os vincos em U no capô, só que mais suaves). Ponto negativo para a semelhança do farol com o J3 Turin, problema que seria resolvido com uma peça um pouco mais larga, e que entregaria um efeito mais interessante, mas nada prejudicial à beleza do carro.
"O sedã surge esteticamente aprimorado, privilegiando a beleza e a sofisticação, com toques de esportividade, e ganha um estilo próprio, independente da identidade do Palio. O novo sedã concilia a robustez e o excelente custo-benefício da família Palio à elegância e exclusividade dos sedãs maiores." 
O Siena não quis embarcar na onda de sedãs com um quê de cupê. (Fiat/Divulgação)
A traseira deixa de ser inspirada quase que inteira em Alfa Romeos. Ainda há indícios da marca esportiva do grupo, é verdade, mas nada como antes. Apesar disso, as linhas não são um retrocesso não, pelo contrário. As lanternas ficaram maiores e as linhas mais simples, menos poluídas. O resultado é de uma traseira que está em mais harmonia com o resto do carro do que em outras gerações.
O Siena está muito mais elegante. (Fiat/Divulgação)

Welcome Moving, efeito dos instrumentos, foi feito
com ajuda da Chrysler.
A Fiat (ainda) não precisava, mas decidiu equipar todas as versões do Grand Siena com o kit HSD, ou seja, todos os modelos sairão de fábrica com airbag duplo e freios ABS com EBD. Por bons R$ 38.710, você ainda leva computador de bordo, direção hidráulica, travamento das portas e abertura dos vidros eletricamente (o porta-malas também pode ser aberto através do logotipo da marca, como já acontece no Novo Palio e no Bravo), faróis de neblina, volante com regulagem de altura, chave do tipo canivete, desembaçador traseiro e vidros climatizados. Um bom pacote.

Nessa versão, a Attractive, o motor é o 1.4 EVO Flex, que desenvolve 85 e 88 cv (gasolina e etanol) e torque de 12,4 e 12,5 kgfm, respectivamente. Ainda é possível equipar o modelo com o motor 1.6 16V E.torQ Flex, que entrega 115 e 116 cv e 16,2 e 16,8 kgfm de torque. Com esse motor, o câmbio automatizado Dualogic está disponível. As médias de consumo divulgadas pela montadora são de 19,4 e 13,2 (g/e) na estrada e 14 e 9,5 na cidade com o motor 1.4; com o E.torQ 1.6 os números são, respectivamente, 18,8/12,9 e 13,4/9,3.
O interior segue as linhas do Palio, mas é mais requintado e lembra o do falecido Marea. O acabamento pode mudar de acordo com a preferência do cliente e da versão graças à tecnologia Insert Molding, assim, é possível ter um aplique que imita até madeira. (Fiat/Divulgação)
Tudo parece ir bem para o Siena, só faltou uma garantia mais generosa por parte da Fiat: com concorrentes que têm garantia de 03 anos, a marca italiana decidiu optar por apenas um para seu novo sedã. Mas esse é um dos pouquíssimos pontos fracos do carro, e olha que será difícil você achar um.

Eu nunca vi um lançamento do Siena com a "pompa" que este está tendo, e a Fiat está apostando ainda mais no modelo. Não há muito o que se falar de ruim do carro, pelo contrário, a sensação que dá é que tudo ficou melhor, talvez porque seja verdade, talvez porque a mudança é muito grande e porque o antigo estava muito defasado. A verdade é que eu tentei apontar algumas falhas, mas não achei muita coisa, e isso é um grande mérito da marca e do modelo.

No fim...
O Siena (será que alguém se acostumará a chamá-lo de Grand?) tem tudo para ser o sucesso que se espera: ele cresceu e está em dia com os concorrentes, é bem equipado e não está tão caro. Ele é muito mais atraente do que os esquisitos e feios Cobalt, Versa e Logan, tem a "mãe" Fiat para ajudar, traz um ar de sofisticação e conta com uma boa bagagem (há quem diga que o quem tem um Siena adora o carro, pelos seus "mimos"), enfim, tem um bom conjunto. E respondendo a pergunta do início, se o Grand Siena não é as mil maravilhas é, pelo menos, as 900.


Fonte: Fiat/Divulgação.

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