6 de abr de 2012

Chevrolet abandona identidade e pode deixar modelos que ainda nem foram lançados datados

Na quinta-feira da semana passada (29 de março), a Chevrolet apresentou, nos EUA, a nova geração do SUV grande Traverse (não vendido aqui). Na ocasião, a imprensa fez um grande alvoroço por conta do carro não ter a tradicional grade dividida em duas por uma barra, onde vai o logotipo da marca. A montadora disse que era para passar imponência ao modelo, que precisava. Mas quando isso se repetiu, na apresentação do Novo Impala, no Salão de Nova York, a coisa ficou mais séria.

Ninguém está dizendo que a Chevrolet NÃO pode fazer o que ela bem entender com os carros dela, mas se eles iriam decidir quebrar a atual identidade, pelo menos, poderiam "combinar" direito com o resto do mundo, certo? Pois bem, apenas no Brasil, Cruze (hatch e sedã e, com sorte, perua), Sonic (hatch e sedã), Cobalt, Spin (a nova minivan), Blazer e Enjoy (o mini-Captiva) ficarão datados por serem lançamentos desatualizados (se é que isso existe..).

A marca nega que isso se trate de uma nova identidade e, mesmo num lançamento de um sedã, reforça que o objetivo é dar um ar mais imponente aos modelos citados. Como a linha de SUVs precisa dessa característica, a montadora admite que, de agora em diante, assim serão os modelos desse seguimento (o que ainda deixará Blazer e Enjoy desatualizados). No caso do Novo Impala, a Chevrolet alega que eles colocaram a nova grade para remeter a imponência dos novos SUVs no sedã.
A imprensa americana, que já vinha criticando a antiga solução de design da marca, feita em conjunto com os sul-coreanos (no Cruze), viu ainda mais com maus olhos a nova "cara" dos Chevrolet. Para eles, a marca perdeu o seu diferencial e, numa busca de sucesso rápido, se igualou à simplicidade de marcas como Toyota e Volkswagen,  ficando sem identidade. Isso se deve à má aceitação dos últimos lançamentos da marca pelo público americano.

A verdade é que os carros deixaram o ar de Chevrolet para trás, ficando mais... comuns. Mas eu gostei do resultado final e não achei feio: o Impala ganhou um quê de Camaro, perdendo a cara de "sonso", além de ter ficado muito mais requintado; o Traverse mudou pouco, mas ficou mais harmônico. Porém, feia mesmo é como ficará a situação da marca nos outros países na hora de explicar o porque de lançamentos já chegarem ao mercado desatualizados.


Fonte: UOL Carros

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