4 de jun de 2012

Sete meses depois: Fiat e 500 estão tendo problemas nos EUA?

Sete meses depois, a situação mudou para a Fiat. [Fiat/Divulgação]
Há sete meses atrás, o FVC fez um post que mostrava as dificuldades da Fiat em emplacar o Cinquecento como um hit de vendas nos EUA. A meta (de 50 mil carros no ano), em novembro, estava longe de ser alcançada; a marca estava com dificuldades para vender o modelo e, para ajudar, teria que começar a demitir funcionários. Mas dizem que o tempo pode mudar tudo, não é mesmo? Como está essa situação sete meses depois?

A Fiat e o pequeno 500 (pequenino, para os norte-americanos) estão colhendo os frutos de apostar em uma campanha mais forte e da ampliação do número de concessionárias. Mas não foi só isso não: a montadora italiana fixou uma meta que condiz mais com a realidade, a de 25 mil carros ao fim do ano.

Com isso, o Cinquecento bate recorde atrás de recorde em números de vendas. No mês passado, por exemplo, foram vendidos 4.003 compactos com estilo retrô (o seu recorde até aqui), número que, se fosse obtido em todos os meses do ano, levariam o carro a atingir 50.000 unidades no fim do ano, a sua antiga meta, e bem maior do que a média de 1500 carros do antigo post. O resultado é animador, tendo em vista que até outubro do ano passado, o Cinquecento havia vendido apenas 15.826 unidades (as vendas do ano fecharam em 19.769 unidades, média de 1647 por mês).

Com a nova fase, é praticamente certeza que o Cinquecento bata a meta de 25.000 carros com folga. O FVC adiantou a possibilidade de sucesso: as vendas, mesmo ano passado, eram crescentes e a Fiat caminhava para acordar em campanhas publicitárias, principalmente com o lançamento da versão Abarth (a marca contratou até o polêmico Charlie Sheen, ex-protagonista da série Two And a Half Men -- veja abaixo), além do número de concessionárias finalmente chegar ao prometido no lançamento.
Se nos EUA, o crescimento da Fiat é de 128%, o mesmo não se pode dizer na Europa. Além de ter sido a única montadora do continente a registrar queda no último mês, na Itália, sua casa, a queda foi de 9,8%. A má situação da Fiat no velho continente contrasta com os bons resultados americanos (que ainda incluem o crescimento de 30% do Grupo Chrysler, a norte-americana que mais cresceu em maio).

Se parece que a Fiat arrumou seus problemas crônicos tanto no Brasil como nos EUA, parece ter encontrado outros na Europa. A montadora vem se mostrando inteligente (seja no Brasil, nos EUA ou na Europa) e com certeza sairá dessa má fase europeia, vinda por causa da crise no continente.



[Fiat/Divulgação & MotorDream]


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