7 de jun de 2013

Depois de 47 anos, o Corolla pode (e quer) conquistar seu lado emocional

O forte do Corolla agora é o design

Finalmente a Toyota fez do Corolla um carro atraente e que pode ser desejado pelo lado emocional. (Toyota/Divulgação)

Confiabilidade. Eficiência. Funcionalidade. O que faltava para o Corolla? Design. E a Toyota escutou isso da própria boca dos consumidores, em clínicas para a geração que estava a caminho. Com o fracasso da Honda ao lançar a nova geração do Civic no mercado americano, conservadora demais, a rival abriu os olhos e decidiu que era o momento certo para mudar, deixar a caretice de lado. Os japoneses, então, resolveram ousar na nova geração do modelo (que completa 47 anos de mercado), criaram uma nova identidade para seus veículos e apresentaram um conceito que surpreendeu todo mundo. E eles não estavam brincando.

Durante quarta e quinta-feira (dias 05 e 06), a montadora revelou, na Califórnia, a nova geração da versão americana do carro mais vendido do mundo (ou seria o Focus?). Você percebe que a postura da marca mudou a começar pelas cores de lançamento: o tradicional prata estava lá, é verdade, mas quem roubou a cena foram os tons mais vivos, como vermelho, azul e verde; sem contar o laranja empregado no Furia.

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Depois, vêm as linhas. Se aquele flagra do começo do ano tinha ficado bonito mas bem conservador em relação ao conceito, esse não é o caso do carro apresentado. Porém, vale fazer uma observação: o modelo daquele flagra ainda pode ser a versão europeia, mais refinada, assim como a do Brasil. Só que, ao contrário dos europeus, o nosso Corolla deve manter a agressividade do carro estadunidense.

O Furia ganhou as ruas. (Toyota/Divulgação)

Sim, a agressividade sai da mesma fonte da presente no Furia. A grade dianteira é uma versão mais simples nas versões comuns, mas é quase a mesma, em versão menor, na versão esportiva (a vermelha das fotos). Em ambos os casos, ela bebe da esportividade.

O Corolla perdeu os LEDs  como faróis de neblina, mas manteve as formas do conceito. (Toyota/Divulgação)

Os faróis parecem apenas ter ganho uma peça que envolve as pequenas lentes do conceito, apresentando os mesmos vincos básicos. Falando em vincos, perceba como os do capô são os mesmos vistos no Furia Concept. Na dianteira, portanto, as peças que mais sofreram alterações foram os faróis de neblina e suas molduras.

Nas versões comuns, a grade mudou bastante. Mas ela ainda é uma das mais esportivas de todo o segmento. (Toyota/Divulgação)

Na traseira, a história muda um pouquinho, graças às lanternas. Elas seguiram a mesma forma, mas ficaram com um desenho interno mais conservador. Talvez isso tenha acontecido por elas estarem um pouco maiores, mas acho mesmo que é por conta das luzes de seta e ré, com fundo branco.

A traseira é mais conservadora do que o restante do carro. O grande vinco, porém, mantém algo de comum com a agressividade dos outros ângulos. (Toyota/Divulgação)

O vinco que sai das lanternas, porém, continua o mesmo e chama bastante atenção (lembra um pouco o do HB20, em uma versão um pouco mais exagerada). Ele entrega um dos pontos-chave do que os designers da Toyota queriam colocar no Corolla: um pouco de circularidade. Ele confere isso se você visualizar o carro apenas de traseira, ou ainda, só da lateral. Um vinco semelhante pode ser visto na dianteira, onde ele também estava no Furia, mas disfarçado.



E a lateral? É a parte mais intacta em relação ao conceito. Os vincos fazem um jogo de luz e sombra bem interessante, ainda mais em cores extravagantes. As maçanetas também ficaram legais. E note o aquele vinco que começa nas lanternas e também está na dianteira. Juntos, eles iniciam e finalizam a ideia de circularidade apresentada pela Toyota.

Esse ângulo mostra como Corolla cresceu, o que pode não ser percebido nos outros. (Toyota/Divulgação)

O interior também ganhou uma dose de New Civic. Ele condiz com o ótimo design exterior, traz bons materiais e um certo dinamismo, por conta das formas utilizadas, que acabam se voltando ao motorista.

Quem diria: o Corolla aderiu à moda do black piano. (Toyota/Divulgação)

E a parte que meu avô gosta?


Sim, o Novo Corolla não é só design (afinal, ele é um Corolla, e continua sendo japonês). O modelo conta, nos EUA, com um câmbio CVT de sete marchas ou um automático de quatro ou, ainda, a tradicional manual de seis marchas. Há dois motores 1.8, um de 137 cavalos e outro de 149 cv, com foco na eficiência. Existe uma versão voltada à economia, a LE Eco -- o Corolla pode passar dos 24 km/l, segundo a marca -- e outra esportiva, a S, que conta com um seletor de modo de condução. A nova plataforma também está maior: são 4,62 metros de comprimento, contra 4,54 m do antigo. O entre-eixos, entretanto, continua com os mesmos 2,70 metros.

No Brasil, os motores devem continuar sendo os 1.8 e 2.0 atuais, porém com potência revista. Ele será fabricado em Indaiatuba (SP) e deve chegar no ano que vem, entre março e o início do segundo semestre.

Resquícios do conservadorismo na traseira não tiram o brilhantismo do design Corolla 2014. (Toyota/Divulgação)

Agora, o Corolla se tornou algo que empolga (tal como o Auris começou a fazer com a linha Toyota), com objetivo de agradar também aos jovens. Eu gostei. E uma coisa é certa: ele nunca esteve tão ligado ao design quanto agora. O que você achou do novo Corolla? Ansioso para ele chegar por aqui?

Vovô Europeu

Hoje (07), a Toyota também divulgou fotos da versão europeia do Corolla. Ela é, sem dúvidas, mais sofisticada, porém também é mais conservadora. O modelo realmente é o mesmo dos flagras de fevereiro.





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